18 de novembro de 2013

O Louco - Inicio, Fim ou Retorno de uma Caminhada

O Louco - Inicio, Fim ou Retorno de uma Caminhada




Na vivência do Tarô, devemos procurar entender e buscar o real sentido de cada lâmina, para que através disso, possamos encontrar realmente o auto-conhecimento que tanto almejamos!

O Louco é uma parte essencial do Tarô, porque é a faísca que faz com  que tudo se mova no espírito, o alento divino que dá vida e inspira o primeiro passo até a realização e a consumação.

Ao meditarmos sobre este Arcano, percebe-se que esse primeiro passo é vital porque sem ele não haveria viagem! É o nada do qual tudo surge. O Louco é o potencial sem ter sido moldado, puro e inocente, nem positivo, nem negativo, ainda que contenha a possibilidade de ambos! Pode-se dizer que é a perfeição em si, em uma analogia aos seres humanos, que possuem ambas as polaridades, entretanto, encontram-se como uma folha em branco, na expectativa de qual polaridade assumiremos.

Apesar de todos lhe chamarem de Louco, ele não lhes presta atenção e simplesmente segue seu caminho. Sem dúvida, o que lhe dizem pode ser justificado, já que sua ignorância sobre o mundo pode levá-lo a fazer coisas que pessoas com mais experiência nunca imaginariam. Nestas coisas porém, ele pode encontrar conhecimento e esclarecimento, porque sabe que o que faz é bom pra ele, independente do resultado.

Para muitos, o ponto de vista do louco pode ser extravagante, escandaloso e, inclusive alarmante, mas é tudo que o Louco sabe, visto que a única aprovação de que necessita é a sua. Tem uma fé total em si mesmo e sugere que ele seja como um jovem animal conduzido à vida por instinto, ainda inconsciente e sem compreensão.
O Louco não se esconde de si mesmo, nem da luz, porque ele é a luz, a luz maravilhosa que brilha em cada criança antes de ver o mundo e ser forçado a construir paredes e barreiras para proteger-se. Com esta inocência vem a confiança total nos outros e a total confiança em si mesmo, que lhe permite ver o mundo com novos olhos, de querer aprender mais coisas a cada dia de sua vida.


Não podemos deixar que essa luz seja vista apenas pelas crianças e pelo Louco!

Este Arcano é uma imagem do nosso misterioso impulso de mergulhar no desconhecido. O nosso lado conservador, cauteloso e realista, observa com horror esse espírito selvagem e jovem que, confiando no céu, está preparado para pular no precipício sem qualquer hesitação. Este é o impulso para mudança que nos atinge sem qualquer base racional e sem nenhum programa planejado de ação.É como um sexto sentido, um instinto animal que ouve uma música com a qual ouvidos cansados e acostumados à realidade concreta não estão sintonizados.

O Louco encontra-se no inicio de sua jornada e, quando somos atingidos pelo misterioso impulso que representa, também nos colocamos à beira de uma jornada. Às vezes, esses impulsos irracionais podem ser destrutivos como também podem ser criativos, e frequentemente são os dois juntos.

Mas, e se nós não correspondermos a esse chamado, a esse impulso?

Afundaremos então em vidas monótonas, banais e sem sentido, e chegaremos ao final de uma vida perguntando-nos o que perdemos e por que o mundo parece tão vazio. 

Por conseguinte, o Louco é uma figura ambivalente, pois não há qualquer garantia, no início dessa jornada, de chegarmos em segurança ou, se até mesmo, chegaremos. Por outro lado, não iniciar é negar tudo em nós que seja jovem, criativo e que esteja em contato com o que é maior que nós mesmos.

O Louco, quando aparece em uma tirada de cartas, inaugura o advento de um novo capítulo da vida. Um risco de alguma espécie é necessário, uma vontade de mergulhar no desconhecido.

Este Arcano nos anuncia que devemos ir em frente, iniciar, ou retornar, entretanto nunca parar...Pois todo fim vem seguido de um início,todo início vem seguido de um fim e nem sempre um retorno é involução.

Liberte-se, solte o Louco que existe em você, aproveite cada momento de forma única e aprenda apenas o prazer inenarrável de descobrir a si mesmo, acreditar e ter fé em si mesmo, e de ter a certeza de que o Universo está sempre ao nosso favor!!!

Abraços de luz

Sergio Tarragô



26 de fevereiro de 2013

Prece de Exú

 

PRECE DE EXÚ

 

Sou EXU, Senhor. Pai, permite que assim te chame, pois, na realidade, Tu o és, como és meu criador. Formaste-me da poeira ástrica, mas como tudo que provém de Ti, sou real e eterno.
Permite Senhor, que eu possa servir-Te nas mais humildes e desprezíveis tarefas criadas pelos teus humanos filhos. Os homens me tratam de anjo decaído, de povo traidor, de rei das trevas, de gênio do mal e de tudo o mais em que encontram palavras para exprimir o seu desprezo por mim; no entanto, nem suspeitam que nada mais sou do que o reflexo deles mesmos. Não reclamo, não me queixo porque esta é a Tua Vontade.
Sou escorraçado, sou condenado a habitar as profundezas escuras da terra e trafegar pelas sendas tortuosas da provação.
Sou invocado pela inconsciência dos homens a prejudicar o seu semelhante. Sou usado como instrumento para aniquilar aqueles que são odiados, movido pela covardia e maldade humanas sem contudo poder negar-me ou recorrer.
Pelo pensamento dos inconscientes, sou arrastado à exercer a descrença, a confusão e a ignomínia, pois esta é a condição que Tu me impuseste. Não reclamo, Senhor, mas fico triste por ver os teus filhos que criaste à Tua imagem e semelhança, serem envolvidos pelo turbilhão de iniqüidades que eles mesmos criam e, eu, por Tua lei inflexível, delas tenho que participar.
No entanto, Senhor, na minha infinita pequenez e miséria, como me sinto grande e feliz quando encontro nalgum coração, um oásis de amor e sou solicitado a ajudar na prestação de uma caridade.
Aceito , sem queixumes, Senhor, a lei que, na Tua infinita sabedoria e justiça, me impuseste, a de executor das consciências, mas lamento e sofro mais porque os homens até hoje, não conseguiram compreender-me.
Peço-Te, Oh, Pai infinito que lhes perdoe.
Peço-Te, não por mim, pois sei que tenho que completar o ciclo da minha provação, mas por eles, os teus humanos filhos.
Perdoa-os, e torna-os bons, porque somente através da bondade do seu coração, poderei sentir a vibração do Teu amor e a graça do Teu perdão.
Fleruty (Exu Tiriri)
(Esta prece foi psicografada por A . J. Castro, da Cabana de Lázaro)



25 de fevereiro de 2013

Oração para a Presença Divina


Oração para presença divina

Deus, dê-me toda a força e poder, dá-me hoje segurança do teu amor e
a certeza de que estás comigo.
Peço-te ajuda e proteção para o dia de hoje porque preciso de tua
assistência e de tua misericórdia.
Tira de mim o medo que me invade, tira de mim a dúvida que me
perturba. Esclarece o meu espírito abatido com a luz que iluminou o
caminho do teu divino filho Jesus Cristo, aqui na terra.
Que eu possa Senhor, perceber toda a tua grandeza e a tua presença em
mim.
Sopra o teu espírito dentro de minha alma para que eu sinta o meu
interior fortalecido com a tua presença, minuto a minuto, hora a
hora, dia após dia.
Que eu sinta a tua voz dentro de mim e ao meu redor e em minhas
decisões que perceba qual a tua vontade.
Que eu sinta o teu maravilhoso poder através da força, da oração e
com este poder, eu possa ser atingido pelo milagre que podes realizar
a meu favor, suavizando os meus problemas, acalmando o meu espírito,
aumentando a minha fé.
Não me abandones.
Oh! Senhor Jesus fica comigo para que eu não me desespere e nem te
esqueça.
Levanta o meu espírito quando o encontrares abatido.
Ajuda-me a seguir-te sem vacilar e sem olhar para trás.
Entrego-te neste dia toda a minha vida e a vida de toda a minha
família.
Livra-nos de todo mal que possa estar dirigido a nós.
Ainda que seja por milagre, sei Senhor, que vai me atender porque me
amas e me escutas amorosamente.
Agradeço-te, meu Deus e meu Pai e embora esteja com a alma inquieta
te suplico!
Dá-me o poder de aceitar acima de tudo, que se cumpra em mim a tua
vontade e não a minha.
Assim seja.

19 de fevereiro de 2013

Muito tempo atrás era um Preto-Velho



Muito tempo atrás...



Muito tempo atrás...Era uma noite de inverno! O frio se fazia mais que presente naquelas paragens...muito campo, muitas matas, apenas agravavam o momento, não permitindo sequer um local seguro para abrigo e calor!
Na Casa Grande, o calor das lareiras e a força da música se fazia presente. Nem isso mais era permitido aos negros, um pouco de diversão e calor. A grande senhoria tinha os proibido de qualquer tipo de manifestações “rudimentares”...
Muitos negros doentes, se localizavam em busca de ajuda da grande senhoria,até mesmo um garoto novo, muito enfermo, mas era em vão, pois, segundo a senhoria, alma de negro, não tem querer...Mesmo com a sabedoria dos pretos, haviam situações que nem isso adiantava...
O tempo passou...naquele inverno muitos negros haviam morrido, devido à falta de condições básicas de sobrevivência!
Para a alegria dos negros, a estação dos “sofrimentos naturais” havia acabado, e a primavera se apresentava...Linda, bela, completando os campos com flores e frutos...
Um belo dia, numa noite estrelada, os negros todos agrupados, alegres ao observar as estrelas, recebem a visita do grande senhor. Imediatamente, o estado de alerta tomou conta de suas almas: O que seria dessa vez?
Em prantos, o grande senhor, dirigiu-se ao negro mais velho da senzala, e em suplica pediu:
-  Salve meu filho!
O negro, simples e com dores na alma, pensativo, aceitou a proposta do grande senhorio.
Chegando a Casa Grande, dirigiu-se diretamente ao quarto do enfermo, e após grande analise, detectou que o menino havia sido mordido por uma cobra e ardia em febre.
Imediatamente, o negro volta à Senzala, e pedindo auxilio a algumas negras que lá se encontravam, entra mata à dentro em busca de ervas que pudessem salvar o garoto.
Depois de algum tempo, retorna a Casa Grande com um emplasto de ervas, um pouco de barro virgem, e um pano branco, que apesar de velho, encontrava-se muito limpo. Ao chegar no quarto do garoto, o negro pede aos pais que se retirem. O pai, desconfiado e revoltado, nega-se a deixá-lo sozinho com seu filho. O negro com toda humildade do mundo diz:
- O Sinhô só tem uma opção, ou seu filho morre!
O Grande Senhor, muito a contra gosto, se retira dos aposentos do filho, dando espaço para que o negro pudesse trabalhar em seu filho. Depois de horas sem fim, o negro sai do quarto onde o filho do grande senhor se encontrava e diz:
- O garoto há de meroiá!
Seguindo o seu rumo, o negro sai agradecendo a Deus pela oportunidade.
Os dias passaram, e o quadro do menino, cada vez mais, piorava. A febre não cedia, o garoto delirava, tentando falar algo, porém não conseguia, os suores tomavam conta do seu corpo, enfim, ele agonizava à espera da morte.
O pai, revoltado com a situação, e desconfiado que o negro tinha envenenado seu filho, vai até o capataz, e dá ordens para que ele desse uma surra no negro que tinha feito aquilo com o filho dele. No mesmo momento, o capataz vai até a senzala, e espanca o negro, quase até a sua morte.
Sangrando, numa agonia sem fim, o negro olha pro capataz e diz:
- Diga pro Sinhô, que eu salvei seu fio, coisa que ele num fez pro meu meninu! E que apesar de tudo, eu perdôo ele...
Após essas palavras, o negro, esvaindo-se em sangue, descansa, de uma vida tão sofrida.
Passado dois dias da morte do negro, o garoto começa a melhorar, e cada vez mais, vai se fortalecendo, até curar-se por completo. Após bem reestabelecido, o pai chega próximo ao garoto e pergunta o que ele tanto tentava dizer quando doente e não conseguia. O garoto em palavras singelas responde:
- Eu tentava falar com aquele negro, que me salvou, e de quem o senhor não teve piedade, e a vida tirou!
O pai perplexo, pergunta ao garoto como ele poderia falar com um negro, morto,  e que nem alma tinha?
Novamente o garoto muito sábio, responde:
-  Aquele negro tinha alma sim meu pai, e após sua morte veio me visitar e disse:
-  Fio, ame sempre a todas as pessoa como iguais, pruque pra Deus, nosso pai, num existe fio diferente um do outro...
- E pai, aquele negro saiu com lágrimas nos olhos, rumo aos céus, cantando uma cantiga que dizia mais ou menos assim:

O SINHÁ, O SINHÁ, O SINHÁ, SEGURA A CHIBATA NÃO DEIXA BATER, FAZ UMA PRECE PRÁ NEGO MORRER, QUE NEGO NÃO PODE MAIS SOFRER....

Tempos depois, o grande senhor, ficou sabendo que aquele garoto novo, que lhe havia pedido ajuda, na estação de inverno, era filho do negro, que havia salvado seu filho, e em prantos, pede perdão a Deus e oferece uma missa ao negro.

4 de fevereiro de 2013

As Ervas e os tipos de banhos



As Ervas e os tipos de Banhos

 As ervas e as folhas encontradas a disposição na natureza são presentes divinos para que possamos encontrar a cura de muitos males físicos e espirituais, sendo uma das formas mais especiais e simples de harmonizar a vida e o corpo físico e mental, através da limpeza do corpo e da alma.

As ervas e folhas vêm sendo utilizadas desde a antiguidade, egípcios, chineses, e demais civilizações sempre se beneficiaram das propriedades encontradas na natureza através das ervas, folhas, cascas e raízes, portanto, nada mais inteligente do que nos beneficiarmos também nos tempos modernos com essas maravilhas provindas da Mãe Natureza.

Para se ter um bom aproveitamento das ervas é necessário estar muito ciente de que as ervas não podem ser usadas indiscriminadamente e claro cada folha, seca ou fresca, deve ser utilizada da maneira correta e não de forma experimental, sem qualquer conhecimento da erva ou planta. Nunca fuja da simples utilização que normalmente se dá das seguintes formas:

·         Infusão – Despejar sobre as folhas/ervas água fervida e deixar abafada por no mínimo 15 minutos. As ervas devem ter sido lavadas em água corrente antes.
·         Cocção – Nada mais é do que cozinhar (ferver) a planta (normalmente cascas e raízes) e depois utilizá-la para banhar-se. Não são utilizadas as folhas verdes e mais frescas, porque a erva fresca fervida pode perder sua energia viva.
·         Maceração – Esfregar a erva fresca entre as mãos de forma que escorra sua seiva para o pote de banho, lembrando que essa seiva colhida pode ser aquecida, mas não fervida.
O termo “banho de ervas” não é utilizado só para folhas como percebe-se, podem ser usados as sementes, as flores, em alguns casos os frutos, além das cascas e raízes já citadas.
Aconselha-se colher as cascas e raízes em fase de Lua Nova. Já as folhas e flores na Lua Cheia, por ser o mais indicado para das força ao banhos.
Sendo os banhos de ervas indicados especialmente para o reequilíbrio espiritual é imprescindível que haja fé naquilo que se está fazendo, independente da religião ou crença. As ervas hoje em dia são consideradas uma força extra ao nosso corpo e uma oração, uma conversa ou um pedido feito de coração aos Deuses e Anjos Protetores somará ao banho uma energia de potencialização além daquele que a própria natureza já dispõe.
O banho de ervas deve sempre ser jogado no corpo após o banho de limpeza normal, e normalmente do pescoço para baixo. Os banhos podem ser classificados em:
·         Descarregos – Esse banho serve para que a pessoa fique livre de impurezas energéticas e energias poluidoras que impregnam em nosso corpo astral tanto em virtude de ter absorvido de ambientes e pessoas e desequilíbrios espirituais.

Os banhos de descarrego podem ser feitos com sal grosso e com ervas. O Sal Grosso absorve todas as energias existentes em nosso campo astral, tanto positivas quanto as negativas. Por este motivo, nunca deve ser jogado na cabeça e sempre complementado com um banho de ervas para reposição da energia positiva.

·         Defesa – Este banho tem como o próprio nome diz a característica de defender nosso corpo astral, principalmente os chakras, de absorver energia negativa, densa e poluidora existentes no campo magnético humano.
·         Energização – O banho de energização é utilizado para restabelecer o campo energético da pessoa, para relaxar o corpo físico e equilibrar o corpo astral. Este banho é um banho indicado a todas as pessoas e recomendado com uso habitual.